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Mmhmm, que gostoso!

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Dia desses, minha mãe, uma senhora de 63 anos, me mandou uma mensagem e disse: “Filha, tenho uma reunião no Zoom mais tarde, podemos adiar um pouco o horário do nosso almoço?”.

Não sei se fiquei mais chateada por ter que segurar a fome de leão que eu estava, ou espantada com o nível de digitalização em que a senhora minha mãe se encontrava.

Mesmo porque, pensar que a minha mãe faz reuniões pela plataforma do Zoom, significa concluir que o círculo social dela – com uma faixa etária que varia entre 60 e 75 anos – também o faz.

A modernidade chegou mesmo a galope.

Ainda que já saibamos que essa conclusão é um enorme clichê, tamanhas as evidências da transformação digital às quais até mesmo as pessoas da terceira idade são impiedosamente submetidas, de maneira a não ficarem de fora das oportunidades de inserção profissional e social.

Ah, as oportunidades... Ou seriam ameaças?

Após anos do protagonismo do Skype como uma das principais ferramentas de comunicação por vídeo com pessoas à distância, seja por razões profissionais, como em reuniões, ou pessoais, como falar com familiares que moram longe, o Zoom chegou e, ao longo dos últimos 9 anos, ganhou o seu espaço na rede.

E nos nossos corações também.

Usuários do mundo inteiro enxergavam no Zoom uma ferramenta confiável e de fácil utilização. Porém, durante a pandemia mundial, por conta do Covid 19, a empresa americana sofreu represálias.

Com o isolamento social e o lockdown, adotado por dezenas de países, o aumento de acessos na plataforma subiu quase 70%.

Crianças e adolescentes de todo o mundo passaram a utilizar essa ferramenta para as aulas à distância e, segundo a CNBC, o Zoom ganhou mais de 2,2 milhões de novos usuários nos primeiros meses deste ano.

No entanto, uma prática conhecida como “Zoombombing”, em que os usuários compartilhavam conteúdos de pornografia em meio a conferências feitas pelo Zoom, fez com que diversas organizações deixassem de usar a plataforma.

Quando algo desse tipo acontece, afetando a reputação de uma marca, o momento torna-se um prato cheio para a concorrência atenta ou para empresas que podem se beneficiar de uma fraqueza de um grande player do mercado para ofertar seus serviços de melhoria.

É nesse embalo que surge o aplicativo Mmhmm.

Se você achou que erramos ao digitar o nome, não se assuste, é assim mesmo.

Phil Libin, ex CEO da Evernote e atual da AllTurtles, brinca que “é importante poder dizer o nome do aplicativo mesmo quando você estiver comendo”, e sua promessa é de revolucionar o formato das clássicas videoconferências.

O aplicativo será compatível com o Zoom, Google Meet, YouTube e os usuários poderão criar cenários virtuais, projetar slides na tela, alterar a sua própria imagem e utilizar elementos animados para transformar uma apresentação formal e previsível em uma performance digna de um verdadeiro palco.

Outro recurso do aplicativo é a possibilidade de que os interlocutores interajam entre si, por meio de elementos presentes no cenário, pano de fundo, slides e tudo o que compõe esse novo estilo de apresentação, que não dá margem para ares enfadonhos.

Entreter, ensinar, simplificar e motivar são algumas das chaves para conteúdos que ajudam a ganhar a atenção de usuários cada vez mais dispersos, tamanha a oferta de atrativos no ambiente virtual.

Um aplicativo que permita que videoconferências ganhem tons lúdicos e instigantes certamente está em consonância com as demandas mais prementes de um mundo que, em poucos meses, se viu obrigado a trocar o calor humano dos encontros presencias por telas planas touch screen.

O segundo toque não substitui o primeiro. Até agora.

 

Gabriela Pazos

Gabi Pazos é formada em Artes Cênicas, pós graduada em Administração, fala 5 idiomas e encontrou sua verdadeira vocação como escritora e professora voluntária em comunidades isoladas na Ásia e África.

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