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O que é infoproduto?

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Qual a definição de produto?

Se não derivarmos para álgebra, matemática, economia, anatomia, biologia e química, o dicionário Michaelis nos apresenta cinco definições para produto: qualquer coisa fabricada; o que é produzido, destinado ao consumo próprio ou ao comércio; aquilo que resulta de uma atividade humana; saldo da conta de lucros e perdas e, por fim, quantia recebida por uma venda.

Buscando por informação, o mesmo dicionário nos oferece seis definições: ato ou efeito de informar; conjunto de conhecimentos acumulados sobre certo tema, por meio da pesquisa ou instrução;  explicação ou esclarecimento de um conhecimento, produto ou juízo; notícia trazida ao conhecimento do público pelos meios de comunicação; relatório escrito e informe.

O ponto de convergência entre informação e produto se apresenta na simples leitura do conjunto de definições de cada palavra, oferecido por um dicionário popular.

A ligação entre informação e produto se faz presente na simples leitura do conjunto de definições oferecidas por um dicionário popular.

Informação se torna um produto quando organizada com propósito de venda e o formato mais tradicional dessa organização ainda é o mais conhecido: livros e professores, que tanto se confundem em sua origem.

A proposta do mundo digital ao mercado de venda de informações motivou uma pesquisa realizada pela Global Industry Analysts que projetava US$ 107 bilhões de valor para o mercado do ensino à distância em 2015.

A profecia não só se concretizou como, segundo a Forbes, foi atualizada pela mesma empresa para US$ 325 bilhões até 2025. Vale destacar aqui que a matéria da Forbes é de 2018 e o planeta ainda não tinha sido apresentado ao Covid-19.

A consolidação da internet como espaço de negócios propôs uma economia inovadora que tem sido exaustivamente explorada e definida como a democratização do aprendizado: qualquer pessoa capacitada pode, em qualquer hora ou lugar, transmitir conhecimento para atender o número crescente de interessados e interessadas em aprender novas habilidades, competências, valores, e ainda ser bem remunerada por isso.

Esse comércio não requer embalagens físicas ou frete: o produto é transferido pela Internet e pode ser replicado praticamente sem custos, gerando grande lucratividade.

Um infoproduto normalmente se refere a qualquer produto digital que veicula conhecimento ou informação específica, no contexto de educar o usuário sobre um determinado assunto: uma explicação longa e detalhada de como algo funciona, entregue em um método consumível para um público que deseja essas informações, sejam elas temas de interesse, aperfeiçoamento de habilidades, soluções para atividades comuns ou facilitar a execução de tarefas importantes.

A proposta, por fim, é resolver os problemas de quem os adquire.

Embora tenham inicialmente se apresentado no formato PDF, existem diversas modelagens de infoprodutos que também incluem gravações de audio e vídeo: desde ebooks e whitepapers, até podcasts, videocasts, screencasts, aplicativos, ferramentas (features) e cursos online, entre outros.

Cada um deles tem suas próprias características e utilidades, prós e contras que devem ser levados em conta conforme os interesses e objetivos dos organizadores e fornecedores, bem como o público-alvo.

Brevemente, os mais importantes:

O mais tradicional e conhecido infoproduto é o ebook . Esses livros digitais oferecem conteúdo relevante, aprofundado, consistente e efetivo sobre o tema proposto, organizado de forma minuciosa, que deve ir bem além do básico.

Apesar de ser realmente muito popular, o ebook é um infoproduto de difícil produção. Além dos desafios do planejamento e organização de conteúdo, há também a necessidade de qualidade em todo o trabalho gráfico envolvido.

Qualidade em sua mais abrangente interpretação: além de ajudar com eficácia na explicação didática do conteúdo produzido, o apelo visual é mais que imprescindível, não só em todas as modelagens de infoprodutos como também em todo o mundo social-digital.

Segundo Carlos Gil, no livro The End of Marketing:

Estamos em uma era totalmente diferente de quando tv, rádio e mídia impressa eram nossas principais fontes de consumo de conteúdo e havia mais espaço para compilações lentas e mergulhos profundos. Estamos agora vivendo em algo como um Mundo Tinder: não apenas em termos de uso de aplicativos para facilitar encontros amorosos, mas no sentido das pessoas reagirem rapidamente ao que parece atraente para elas. Se uma imagem ou qualquer outro tipo de conteúdo não faz sentido à primeira vista, o usuário passa para a próxima das quase-infinitas opções. Hoje, o apelo visual de seu conteúdo digital é o que vende seu produto. Em meio a uma enxurrada de ruído digital, qual a primeira postagem que chama sua atenção? Pense no que fez essa postagem se destacar, individualmente: a estética, talvez?

Whitepapers também representam uma modelagem importante de infoproduto, sendo uma opção extremamente válida para quem deseja produzir conteúdo de qualidade sobre o tema proposto de forma verdadeiramente eficaz.

De acordo com o Hubspot, o Whitepaper é um documento que aprofunda determinado problema, trazendo suas causas, conceitos e, principalmente, sua solução.

A principal diferença dos whitepapers para os ebooks, além do menor volume em conteúdo gráfico é a concisão: a abordagem é mais dinâmica e resolutiva. Também são de complexo desenvolvimento e tem seu valor na capacidade de formular um problema e oferecer a solução, com alguma velocidade, no mesmo documento.

Podcasts também configuram infoprodutos de sucesso. Segundo Joe Pulizzi no livro Marketing de Conteúdo Épico:

Um podcast é simplesmente um arquivo de áudio que você pode ouvir em um computador ou reprodutor de MP3, geralmente distribuído via RSS ou iTunes. Os podcasts têm geralmente de 5 a 30 minutos de duração, mas downloads de podcasts mais longos estão se tornando cada vez mais comuns

Esses programas gravados em audio podem contar histórias, apresentar narrativas, debates e até entrevistas relativas ao tema proposto.

Atendem, com bastante conveniência, o público que apresenta resistência à leitura, bem como o de rotina intensa: uma opção bem inteligente para o tempo no trânsito ou durante atividades comuns do dia-a-dia.

Outra característica positiva dos podcasts é a referência aos antigos programas de rádio. Ao sobrepor uma proposta recente com uma referência popular tradicionalmente bem sucedida, tem apelo e aceitação quase que imediata e natural.

Entre os infoprodutos que mais crescem e se destacam nos últimos anos, os videocasts simplesmente adicionam imagens ao formato de apresentação de conteúdo do podcast e também podem contar histórias, apresentar narrativas, debates e entrevistas.

Além de aproximar mais organizadores e fornecedores de seu público pelo simples reconhecimento,   os videocasts também oferecem a possibilidade do apelo visual, citada anteriormente.

Isso justifica o crescente destaque que os vídeos tem recebido nas estratégias de marketing, bem como a consolidação das ‘profissões’ influencer e youtubber.

Outro exemplo de infoproduto com conteúdo em vídeo, são os screencasts.

Muito comuns entre gamers, diferem dos videocasts por apresentar apenas a tela do dispositivo digital da pessoa que o conduz.

Com a ascensão das competições de jogos eletrônicos disputadas em equipes ou entre dois competidores em tempo real, os fãs de videogames estão realmente acostumados a ver screencasts dos seus jogos favoritos.

Vale lembrar que no recorte de aplicativos e softwares, esse formato de apresentação também é muito usado para demonstrações e videoaulas.

Também conhecidos como webcasts, web seminars ou online events, o webinar, como sugerem suas variações, é um seminário, congresso ou evento oferecido pelo organizador e transmitido para o público por meio da internet.

Apresentam palestras e workshops com demandas consideravelmente menores em estrutura física (quando comparados com suas versões presenciais) e sem limite de público. Por serem transmitidos em tempo real, os webinars muitas vezes permitem excelente qualidade dinâmica na interação com o público.

Existem alguns outros exemplos e variações de infoprodutos que merecem uma pesquisa mais aprofundada.

Para encerrar essa breve apresentação, vale citar os cursos on-line: eles tem a poderosa característica de permitir a integração de vários outros modelos de infoprodutos, por exemplo, você pode transmitir aulas gravadas em vídeo, oferecer material de suporte ‘escrito’ e conteúdo adicional em podcasts: as opções são infinitas.

Infoprodutos colecionam provocações e oportunidades extremamente valiosas: por meio deles, pessoas são incentivadas a desenvolver e organizar suas idéias, colocá-las no papel e esse conhecimento, desse único indivíduo, pode ajudar dezenas de milhares de outras pessoas. O reflexo dessa assertiva na remuneração é quase sempre surpreendente.

Quanto mais pessoas responderem à provocação e organizarem seus infoprodutos, mais usuários serão impactados com o conteúdo.

Algumas repetições desse conteúdo certamente farão com que o aprofundamento no tema proposto seja imprescindível e a qualidade do conhecimento, como um todo, terá incremento assegurado.

Outro cenário extremamente positivo da organização de infoprodutosé a facilidade de uso por parte do público, já que todo o manejo é feito digitalmente. Não dá pra negar: a possibilidade de consumir conteúdo de qualidade em qualquer momento, em qualquer lugar e por um preço justo é muito tentadora.

Por fim, é importante salientar que produtos em geral passam por diferentes estágios em sua existência: criação, lançamento, desenvolvimento, maturação e, nem tão poucas vezes, o fim.

Algumas existências podem se resumir a apenas três desses estágios: criação, lançamento e fim. Por outro lado, alguns organizadores tem produtos lançados há bem mais de dez anos.

Investigar a fundo as particularidades desses ciclos de vida podem ajudar nas expectativas de sucesso de quem quer empreender organizando seu infoproduto.

Cada estágio da existência de um produto constitui um projeto.

O primeiro estágio, nesse caso a criação, tem demandas específicas. Para atendê-las, planejamento, disciplina começo, meio e fim.

Da mesma forma se constituem os próximos estágios: o lançamento, desenvolvimento e a maturação. O sucesso de cada um desses projetos depende, basicamente, do respeito ao orçamento e ao cronograma. Como o seu fim é previsto, cada projeto exige esforço intenso, porém temporário.

O ciclo de vida de um produto é integralmente diferente, bem como seus critérios de sucesso: ele deve ser reconhecido em seu recorte específico de mercado e, por meio desse reconhecimento, crescer e gerar lucro – o que pode levar meses ou até mesmo anos desde seu lançamento. Os exemplos de sucesso conhecidos nos ensinam que o esforço e a dedicação, nesse caso, são intensos, constantes e de longo prazo.
o ao orçamento e ao cronograma. Como o seu fim é previsto, cada projeto exige esforço intenso, porém temporário.

Criar um infoproduto de sucesso não é simples e, mesmo com uma boa idéia, não é algo que acontece da noite para o dia.

O consumidor de produtos digitais é cada vez mais exigente, o que obriga o organizador a garantir que a qualidade do seu infoproduto seja (e continue sendo) elevada.

Finalmente, o compromisso de aprender e dominar os conceitos operacionais envolvidos  (por exemplo, no caso de modelagens multimídia) ,  é imprescindível para que o conteúdo organizado não naufrague por disfunções estruturais ou estéticas.

Como disse Seth Godin:

o trabalho é conectar com pessoas e interagir com elas, de forma a deixá-las melhor do que foram encontradas

Marcos Rodrigues

Marcos Rodrigues é arquiteto e dedica grande parte de sua vida profissional à pesquisa de soluções, métodos e protocolos de comunicação eficiente. Entusiasta da organização, do branding e do design, atua como consultor de marcas, negócios e processos.

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