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Uma luz em meio ao mar de palavras-chaves

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Navegar em meio a um mar revolto pode ser desafiador. O tempo te castiga, o vento falha e a sua bússola talvez não funcione. O som do vento ensurdece seus ouvidos. A sua visão é tomada por um horizonte amplo.

A luz do sol castiga a sua pele e você está ficando sem tempo. O seu estoque de comida está no fim. Você está inebriado pelo cheiro da maresia. Um pirata precisa fazer com que as decisões sejam as mais certeiras possíveis para chegar ao seu destino.

Cercado de possíveis perigos, você procura terra firme, porém, duvida que aquele pedacinho de terra à vista possa ser o seu ponto final. Talvez você goste da ilha e fique por lá. Talvez, você descubra todo um continente do qual não fazia ideia, ou, pode ser que você não encontre o que procura e decida voltar para o navio.

E então, você decide correr o risco e atracar.

Surreal, não é?

Os buscadores de pesquisas da Internet funcionam desta forma. São águas profundas nas quais as pessoas se aventuram todos os dias. Seja pelo Google, Bing, ou até mesmo pelo YouTube, uma coisa é certa: uma vez que os piratas, (ops, leitores) clicam, o SEO (Search Engine Optimization) efetivo fará toda a diferença.

A sigla, familiar para quem convive com o ambiente digital, deve ser exatamente como a sua proposta: otimizada. Este processo deve ser realizado de forma estratégica, como uma ilha que atrai os piratas para a sua terra firme. Lá, eles precisam encontrar tudo o que precisam. O tempo que eles ficarem no site também fará diferença em outras boas práticas.

Esse conjunto de estratégias que as pequenas, médias ou grandes ilhas praticam, fazem com que seja possível gerar um maior tráfego por resultados orgânicos em sites de busca.

Você deve estar se perguntando: mas qual é a grande importância de tudo isso?

Oras, se você quer chegar até aos piratas, você deve fazer com que a sua ilha chame a atenção por ter mais tesouros a oferecer!

Para converter leads em vendas, fazer com que o seu texto, página ou serviço fique no topo das buscas e para que as pessoas cheguem até você em meio a um arquipélago.

Quanto mais acessos você tiver, mais os buscadores te deixarão visível para as pesquisas. Vamos aos números? 

De acordo com um estudo produzido pela BrightEdge em 2019 e divulgado pela Ahrefs, ambas empresas que estudam sobre otimização, as estatísticas mais recentes apresentam que 68% das experiências online começam com um mecanismo de pesquisa e que a otimização gera +1000% mais tráfego do que a mídia social orgânica. Outro dado divulgado em 2019 pelo Backlinko, empresa do mesmo segmento, apresenta que 0,78% dos pesquisadores do Google clicam nos resultados da 2ª página.

Já no Brasil, um relatório divulgado pela Rock Content no site Resultados Digitais em 2020 aponta que 55,8% das empresas já praticam as técnicas em suas páginas e que 89,3% adotaram o marketing de conteúdo. 

Em um artigo publicado pelo Search Engine Journal, veículo referência sobre SEO, a principal tendência para 2021 é o foco total no usuário e no propósito da pesquisa, aliados a uma análise comportamental do cliente.

Para Fabio Marques, gerente de marketing d’O Novo Mercado, a potencialização do conteúdo deve ser voltada para as pesquisas do usuário. “É preciso que seja baseada naquela pesquisa, naquela palavra-chave. Deve ser feita não só na forma com que o conteúdo é escrito, mas também como é mostrado e formatado para o usuário. Isso envolve o design e imagens como backlinks para o usuário acreditar que o conteúdo é algo que ele procurou. São inúmeras as coisas que mostram para o Google que o conteúdo está otimizado, baseado na pesquisa que o usuário fez”, diz.

Palavras-chaves

Um dos maiores erros dos iniciantes no assunto está na busca por palavras aleatórias, o que pode fazer com que a maioria dos visitantes fique somente na primeira página. Se o SEO é a correnteza que faz com os leitores sejam levados para onde eles acham que devem ir, as palavras certas deverão manobrar os navios e guiá-los para a sua página. 

“É preciso descobrir quais são as palavras-chaves com pouca concorrência, que sejam interessantes para o meu usuário e que eu consiga ranquear. O Google Keyword Planner pode ajudar e não só fornece a estimativa de visitas mensais como também mostra a  dificuldade que seria para ranquear aquela palavra”, conta o gerente. 

Outro site que pode ajudar na escolha das palavras-chaves (keywords) é o Google Trends. Lá, é possível  ver o que as pessoas estão pesquisando no mundo de acordo com o país, região, cidade e se houve mudanças de interesses ao longo do tempo. 

Você também pode publicar vídeos para fazer com que o seu leitor gaste mais tempo na sua página e escolher as palavras-chaves (keywords) com cuidado. Estas ferramentas te ajudarão a planejar os termos certos e são gratuitas.

“Por exemplo, n’O Novo Mercado, as pesquisas por curso de marketing são muito menores do que as pessoas procurando como aprender marketing ou como vender no Instagram, estratégias para vender no Instagram ou pesquisas relacionadas a marketing. Tem muito mais pessoas procurando como fazer do que como comprar. Tentar palavras que informam, educam e ensinam, dá mais certo”, explica.

Long tail

Outra dica que acompanha as keywords são as palavras de cauda longa (long tails). Aumentar a palavra-chave e transformá-la em uma frase pode atrair visitantes pela menor probabilidade de concorrência nas buscas.  Quanto maior é  a onda, maior é o impulso para a terra firme.  

Assim como nos exemplos das frases no subtítulo acima, a proposta aqui é a de aprofundar e explorar as melhores opções para composição. “Em vez de você só falar o que é SEO, você aumenta essa palavra-chave e deixa-a com mais palavras para atingir pessoas que estejam procurando aquela palavra longa. Por exemplo: “para que serve o SEO e como utilizar o SEO na produção de conteúdo”, são frases que provavelmente teremos menos pessoas escrevendo. Descobrir quais são as palavras de cauda longa menos exploradas proporciona uma maior chance de ficar na primeira página”, revela Marques.

Conteúdo notável

Você deve publicar um conteúdo épico, profundo e denso – Fabio Marques

As ilhas são atrativas para quem está no mar. Elas fornecem água fresca, sombra e descanso. E a sua ilha? O que ela tem a fornecer? 

A publicação deve possuir um texto que seja estruturado, tenha bom design, que tenha início, meio e fim em cada parágrafo. Devem ser blocos bem definidos e não tão longos. As imagens devem ser únicas, manipuladas e o banco de imagens deve ser evitado.

Você pode fazer pautas sobre o que o seu público está procurando e aprimorá-lo para uma escrita que seja interessante. Mostrar que você é uma autoridade naquele tópico gera uma ótima experiência e faz com que os leitores voltem a consumir na página. Pode-se dizer que é algo válido para todos os websites e redes sociais. 

“O Google gosta quando um artigo cobre todos os pontos sobre o assunto. O ideal é que você faça uma pesquisa, olhe quem está no topo e entre nos artigos. Veja quão longos e completos são esses artigos e faça um melhor. Um conteúdo que se destaca, que cubra aquele tópico por inteiro, que mostre para o público que tudo o que ele procura tem no seu conteúdo. Posts e artigos pequenos que falam só uma coisa ou outra não conseguem ranquear com tanta facilidade”, esclarece.

Recomenda-se também prestar atenção no rodapé dos buscadores. Lá, são fornecidas sugestões de palavras-chaves que as pessoas estão procurando e são relacionadas com o que você indicou. Você consegue tirar muitas ideias de sinônimos”. É preciso atentar-se também para o local certo das  palavras-chaves nas cem primeiras palavras da página. “Utilizar muitos sinônimos para não acabar fazendo word stuffing, ou seja, colocar palavras-chaves iguaizinhas muitas vezes no texto. O Google pode ver isso como spam”, ressalta.

Backlinks

Se você criar um conteúdo muito bom, dificilmente você não ganhará link – Fabio Marques

A indicação de sites que você admire e recomende dentro do seu texto gera ligações por meio de links (backlinks) que podem favorecer a sua página. Esta ação, unida aos outros fatores acima e aliada a uma comunicação direta e clara também são ações otimizadoras. 

O nosso gerente afirma que esta tática é uma das coisas mais importantes que o Google utiliza como critério para as primeiras visualizações de busca. “Conseguir backlinks de sites maiores é importante e uma das coisas mais difíceis. Por exemplo, você pode entrar em contato por e-mail com grandes portais de notícias, desde que sejam relacionados com seu nicho. Mostre que você escreveu um artigo que possa interessá-los e confirme a possibilidade de indicação do seu link em algum artigo dele”, sugere Marques.

Há ainda a possibilidade de conferir se existem conteúdos a serem preenchidos nestes sites. “Você pode pesquisar nichos quebrados nesses mesmos portais que possuam o mesmo nicho que o seu e de maior relevância. O Google Chrome tem uma extensão que, ao entrar em determinado site, mostra se tem algum link quebrado ou não. Dessa forma, você consegue ver se determinado conteúdo caberia naquele link e entra em contato com o site, avisando que isso não é bom para o ranqueamento dele e que você tem algo que pode resolver isso”, conta.

Porém, vale lembrar: o backlink é uma das formas de SEO mais difíceis de conseguir. É preciso ter paciência para que, aos poucos, os leitores venham até a sua ilha.

Valorizar as publicações que você já possui também irá agregar futuramente. “Quando você fala sobre determinado assunto e você já tem artigo sobre o mesmo tema, você os une. Ainda mais quando você já tem artigos relevantes e com certa autoridade pro Google. Unir o artigo antigo pro mais novo acaba mostrando que o novo também tem autoridade”, ressalta.

Inteligência artificial

Além de fazer a sua parte para aprimorar o texto, os buscadores também passaram a utilizar inteligência artificial para identificar temas baseados nas pesquisas de usuários. Afinal, ninguém quer atracar em uma ilha que não proporciona nada.

“O conteúdo já é reclassificado pela relevância só pelo tempo em que os leitores navegarem no site. É preciso que seja exatamente o que estão procurando, que ele tenha muita relação com aquela palavra chave e que a descubra da melhor maneira. Quanto maior o tempo navegando, mais pontos o Google vai te dar para ranquear”, conta.

Marques também conta que os sites de busca consideram cada vez mais a velocidade com o que o site carrega, principalmente no mobile. “Fazer um teste de velocidade para o seu site proporcionará um relatório do que pode ser melhorado e te levará a uma maior posição nas pesquisas. Você pode fazer isso pelo Google Search Console. Lá, você instala um código no seu site e ele mostrará em quantas buscas você apareceu, qual é a palavra que o buscador te apresenta mais, qual mostra mais o seu site e qual página tem mais acesso. Tem várias informações ali que o próprio Google fornece”, explica.

Ferramentas

Temos diversos instrumentos disponíveis na Internet para quem quer aperfeiçoar o seu site um pouco mais. “A Ubbersuggest é interessante para pesquisa de palavras-chaves e ranqueamento de sites. Além disso, conta com uma versão gratuita. Temos também a SEMrush com uma opção de graça. Já a Ahrefs, Moz e Majestic são pagas. Se você não é profissional de SEO, não se preocupe. Dá para pegar muitas informações sem precisar pagar”, conta.

Mais dicas

Marques relembra também a importância da colocação da palavra-chave no título e no início do texto. “Para o programador, o título sempre é chamado de H1. Uma introdução curta sobre o conteúdo com seis linhas também aumenta a possibilidade do Google de ranquear. Quando alguém faz uma pesquisa, o buscador já coloca uma explicação sobre aquele tema e gera uma chance maior de aparecer no primeiro resultado. Quando o conteúdo é muito longo, ele tem um índice para ajudar a pessoa a se encontrar”, finaliza.

Na prática

Ao analisarmos a intensificação do alcance de uma página, pudemos ver que existe todo um processo por trás e que depende de diversos fatores. Mas, ao aplicarmos esses recursos, vemos os resultados com o passar do tempo. Não será da noite para o dia, assim como não conseguimos conduzir diversas embarcações para onde desejamos. Um bom pirata sabe encontrar ouro quando precisa e voltará quantas vezes forem necessárias.

Pesquise e atenda as necessidades dos seus leitores, fidelize-os e eles te verão como um farol em uma ilha que proporciona terra firme em meio ao vasto mar que é a Internet.

Graziela Simões

Jornalista e estudante de Letras - Português/Inglês. Possui experiência como redatora para portal de notícias, assessoria de imprensa e vendas. Tem interesse em comunicação, marketing, literatura, educação inclusiva e em educação e suas tecnologias.

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